Boa noite

Passamos um terço da nossa vida dormindo, mas estamos dormindo muito menos do que dormíamos há 20 anos. Quanto menos dormimos, mais propensos estamos a engordar. Se exagerarmos, podemos começar a ter alucinações e até morrer.

Atualmente, dormir mal já virou normal no cotidiano da sociedade moderna e está piorando. De acordo com pesquisa do Instituto do Sono de São Paulo, os brasileiros dormem 1h30 a menos do que há 20 anos. São, em média, 6h30 por noite. Isso é muito menos do que gostaríamos de dormir ou deveríamos, 8h10. Além disso, 63% da população têm problemas para dormir.

Dormimos por três razões: economizar energia, fazer a manutenção do nosso corpo e consolidar a memória. Enquanto dormimos não nos movemos, ficamos tranquilos, relaxados. Por isso, nosso corpo consome menos energia. Quando dormimos mal temos que consumir um número maior de calorias, pois gastamos mais energia. Segundo estudo da Universidade Nortwestern dos Estados Unidos, quem dorme pouco ou mal tende a ingerir quase 250 calorias a mais por dia.

Dormir mal também afeta a memória, pois, quando dormimos, também eliminamos memória. O corpo libera ácido gama-aminobutírico, uma substância que apaga algumas das memórias obtidas durante o dia para liberar espaço para aprender coisas novas. Pessoas que não dormem o que precisam, em média 8 horas, podem ter problemas em guardar as memórias do dia-a-dia, lembrar-se de um compromisso, de um prazo ou de uma tarefa.

Ficar sem dormir pode ser tão prejudicial à saúde a ponto de causar danos irreversíveis, portanto, a longo prazo, dormir menos que o necessário pode encurtar o tempo de vida, e ficar muitos dias sem dormir pode até matar.

Na década de 80, cientistas da Universidade de Chicago comprovaram que não dormir mata, fazendo experimentos em ratos. Eles ficaram duas semanas sem dormir e, então, morreram. Apareceram manchas e feridas que não curavam até que, simplesmente, apagavam de vez.

Enfim, para ter um tempo maior de vida, ajudar o seu corpo a manter o metabolismo da mesma forma e sua memória intacta, arrume um tempo e lembre-se de dormir.

Gustavo Scaldaferri

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Perda

ImageEm abril de 2012 escrevi o texto abaixo aqui para o blog da Talk. Hoje, às 16h, no Cemitério Água Verde, será o enterro do Professor Belmiro. Eu e, imagino, um grupo enorme de pessoas perdemos nosso principal espelho. E chove em Curitiba, sem parar, desde domingo.

Feliz aniversário

Hoje, dia 26 de abril, é o aniversário de 70 anos de uma das poucas pessoas que admiro sem absolutamente nenhuma ressalva. Tive a sorte de ter sido aluna e orientanda do Professor Belmiro Valverde Jobim Castor no final da década de 90, e com ele aprendi muito mais do que conceitos de Administração.

Neste ano, a amiga Michelle Thomé nos trouxe de volta este precioso convívio com o Professor. E passamos a divulgar para a imprensa o projeto belíssimo que ele toca no Centro de Educação João Paulo II, que atende mais de 200 crianças e adolescentes carentes de Piraquara. Centro que faz hoje, também, aniversário de dois anos, e tem um padrão de ensino igual dos países desenvolvidos, com uma jornada escolar diária de mais de oito horas. Se você ainda não conhece a escola, vale a pena dar uma olhada no site www.joaopaulosegundo.org.br

Ficamos, eu e toda a equipe aqui da Talk, orgulhosas em fazer parte deste projeto. E reflito: quem dera todos os PhDs, vice-presidentes de grandes empresas ou secretários de governo tivessem o perfil do Professor Belmiro. Quem dera todos nós tivéssemos um pedaço deste senso de coletividade que ele tem, e que conseguíssemos aplicar na prática o pouco conhecimento (se comparado com o vastíssimo conhecimento do Professor Belmiro) que vamos adquirindo com o passar do tempo.

Parabéns, Professor! E que privilégio ter você como espelho!

Beijos,

Karin Villatore

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Choque de realidade

Débora (2)Eu admito: às vezes, reclamo da vida. Muito mais do que eu deveria, é claro, como muitos de nós. Mas hoje tive um choque de realidade. Na verdade, mais um. Mas por que esquecemos tão rápido dos choques de realidade? Porque não os registramos. – Alguns respondem- Porque a vida segue! Porque as coisas têm que continuar! – Mas continuar não quer dizer não mudar, não é?! Então, por que não seguir a vida, mas com uma mudança de atitude? Por que não melhorar?

Hoje passei minha manhã e minha tarde inteiras na raia olímpica da USP fazendo a cobertura da primeira etapa da Copa do Brasil de Paracanoagem. 50 paratletas no mesmo local, 50 histórias de superação, de esperança, de fé. Não só a fé religiosa mas, principalmente, a fé em si próprio, que cada uma daquelas pessoas me mostrava quando passavam por mim em suas próteses, cadeiras de rodas e sorriso no rosto.

Me emocionavam também as famílias, os treinadores, os amigos. Os atletas não estavam lá sozinhos, eles estavam cercados de gente que os amavam e os apoiavam, vibravam e incentivavam. Eu vi rivais nas provas se encontrando na chegada, dizendo parabéns uns para os outros, abraçando-se e se divertindo.

Eu vi a Débora, com má formação nos pés, que se movia sentada no chão e não parava de sorrir. Ajudava seu companheiro a entrar no caiaque. Ela havia acabado de vencer uma prova e, como comemoração, fez uma supermanobra levantando seu corpo sobre o barco e, depois, jogando-se na água. Vi a Maria, a primeira deficiente visual da paracanoagem. Remava sendo seguida por um guia. Quando perguntei a ela- Como você chegou até aqui? -, ela me disse- Não importa quem você seja ou o que você tenha, não há algo que você não possa fazer, você sempre acha algo em que se realizará, e eu achei aqui e vou abrir portas pra outras pessoas acharem também.

Não havia o que se dizer, só concordar e perceber o quão egoísta eu sou quando digo que tenho preguiça, quando acho que não sou capaz de algo, quando me sinto inseguro. Só percebemos isso quando tomamos um choque de realidade. Eu vi ex- dançarino, ex-modelo, ex-lutador. Na verdade, eu vi 50 lutadores, desses que não brigam, mas lutam, pelo esporte, por uma nova vida realizada. Eu registro aqui. Eu não quero me esquecer.

Gustavo Scadalferri

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Seus pais estão certos

pais e filhosEis que o ano começou cheio de novidades para mim. Voltei para a Talk (havia saído em 2011), saí da casa dos meus pais, comecei a trilhar novos horizontes e vou casar. Sim, vou casar. Nunca me imaginei em um vestido de noiva branco, daqueles bem tradicionais que sua mãe chora quando vê na vitrine e imagina você nele.

Filha única, neta mais velha, foi bem isso que aconteceu. Eu e minha mãe fomos à caça do vestido de noiva e choramos, as duas, feito crianças quando ficam sem doce, na hora em que achamos o vestido perfeito, aquele completamente diferente do que eu imaginava. O que a minha mãe e meu pai não sabem é que eles estavam certos sobre absolutamente tudo o que me falaram durante a vida.

Hoje eu entendo o quanto custa manter uma casa, e olha que nem tenho filhos ainda. Você sente falta de tudo, do cheiro da comida da sua mãe, das implicâncias do seu pai, das coisas infinitas na dispensa e, como diz um amigo meu: “do milagre da roupa que aparece no seu guarda-roupa, dobrada e passada”. Não, não estou reclamando da nova vida, muito pelo contrário, estou achando tudo maravilhoso… O corre-corre dos preparativos para o casamento, a mudança interminável, o cansaço inicial de noites mal dormidas, as compras para o novo lar e, principalmente, ter a companhia de alguém que você ama ao seu lado.

Mas somente um desabafo e uma reflexão: pense em tudo o que seus pais já viveram e fizeram. Caramba, você vai perceber o quanto eles são incríveis, o quanto deles tem em você (que é muito mais do que você imaginava) e o quanto eles estavam certos.

“Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz”

E acho que esse meu emotivo texto não poderia terminar de outra maneira. Dedico a minha admiração não somente aos meus pais, mas a todos os pais, os que se consideram pais, ou os que ainda vão ser pais verdadeiros, daqueles que deveriam ser eternos.

Fabíola Cottet

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Vale quanto curte

Facebook

Recebi na semana passada um email marketing que encheu de espanto os meus olhos ainda embaçados pelo excesso de descanso decorrente do desanimado Carnaval curitibano. Anunciava o seguinte: compre curtidas no Facebook. Em resumo, prometia:

– Com um número maior de curtidas, sua reputação e sua credibilidade aumentarão exponencialmente.

– Rede de contatos internacionais e método único de adquirir curtidas, embora não possamos revelar a receita do bolo.

– Esse serviço não é  ilegal e você jamais será banido do Facebook por isso.

– Todos os profiles que estarão curtindo sua página são 100% verdadeiros.

Os preços variavam de R$ 45,00 (100 curtidas, em um prazo de 1 dia) a R$ 180,00 (mil likes em 7 dias, destacada como a “melhor escolha”).

É ou não é genial?!?!

Karin Vilattore

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Gestão de Pessoas

Nas discussões sobre Comunicação das quais tenho participado, muito tem se falado sobre a Gestão de Pessoas. Isso porque o capital humano tem sido cada vez mais valorizado pelas organizações, pois se as pessoas se sentirem valorizadas, elas vão poder dar o melhor delas, originando resultados positivos para as empresas. É o tal do ganha-ganha.

Neste cenário, claro, o papel do profissional da Comunicação é fundamental, uma vez que a principal comunicação é aquela voltada para o público interno. Mas, ainda é preciso aprender muito em relação a esta área tão estratégica das empresas. Um artigo de 2011, publicado na Harvard Business Review Brasil, trata desta questão. Dá uma olhada:

http://www.hbrbr.com.br/materia/gestao-de-pessoas-nao-e-com-o-rh

Thalita Guimarães

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Em época de Facebook quem tem bom senso é rei

Vale para todo mundo e em qualquer momento: nem tudo o que se pensa é para ser compartilhado. A sentença não é para soar como conselho. Na verdade, deveria fazer parte do senso crítico comum, principalmente para aquelas pessoas que gostam de escrever horrores nas redes sociais. Muitas ainda não sabem lidar com toda a exposição que a internet proporciona. Às vezes, é um comentário ou post inocente, que a pessoa nem esperava ter repercussão, mas de repente toma dimensões incontroláveis. Por isso a máxima da primeira frase vale, e muito. É uma questão de autopreservação.

Vejam o que aconteceu com a professora da PUC-RJ que fez comentários bem maldosos sobre um rapaz que estava no aeroporto. A começar que esse tipo de julgamento não deveria nem passar pela cabeça de uma pessoa, ainda mais de uma professora. Criticar o outro pela maneira como se veste em um aeroporto, há tempo esse tipo de ambiente não é exclusivo de poucos e nunca deveria ter sido. Pensamento um tanto ultrapassado da professora. Parece coisa da classe burguesa do século XVIII.

Não demorou muito e o comentário começou a ser replicado e repudiado por milhares de pessoas. O tal rapaz da foto se manifestou, disse que é advogado e pediu uma retratação. Alguns sites publicaram que ele vai processar a professora pelo ato de preconceito.

Esse não é o primeiro e não será o último caso de exposição nas redes sociais. Algumas pessoas enxergam o Facebook e o Twitter quase que como um diário, no qual podem falar o que bem entendem. Esquecem que aquilo que está na rede é público e perde o controle facilmente. Assim como acontece com as relações pessoais, na rede também é preciso ter bom senso.

Luanda Fernandes

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