Seus pais estão certos

pais e filhosEis que o ano começou cheio de novidades para mim. Voltei para a Talk (havia saído em 2011), saí da casa dos meus pais, comecei a trilhar novos horizontes e vou casar. Sim, vou casar. Nunca me imaginei em um vestido de noiva branco, daqueles bem tradicionais que sua mãe chora quando vê na vitrine e imagina você nele.

Filha única, neta mais velha, foi bem isso que aconteceu. Eu e minha mãe fomos à caça do vestido de noiva e choramos, as duas, feito crianças quando ficam sem doce, na hora em que achamos o vestido perfeito, aquele completamente diferente do que eu imaginava. O que a minha mãe e meu pai não sabem é que eles estavam certos sobre absolutamente tudo o que me falaram durante a vida.

Hoje eu entendo o quanto custa manter uma casa, e olha que nem tenho filhos ainda. Você sente falta de tudo, do cheiro da comida da sua mãe, das implicâncias do seu pai, das coisas infinitas na dispensa e, como diz um amigo meu: “do milagre da roupa que aparece no seu guarda-roupa, dobrada e passada”. Não, não estou reclamando da nova vida, muito pelo contrário, estou achando tudo maravilhoso… O corre-corre dos preparativos para o casamento, a mudança interminável, o cansaço inicial de noites mal dormidas, as compras para o novo lar e, principalmente, ter a companhia de alguém que você ama ao seu lado.

Mas somente um desabafo e uma reflexão: pense em tudo o que seus pais já viveram e fizeram. Caramba, você vai perceber o quanto eles são incríveis, o quanto deles tem em você (que é muito mais do que você imaginava) e o quanto eles estavam certos.

“Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz”

E acho que esse meu emotivo texto não poderia terminar de outra maneira. Dedico a minha admiração não somente aos meus pais, mas a todos os pais, os que se consideram pais, ou os que ainda vão ser pais verdadeiros, daqueles que deveriam ser eternos.

Fabíola Cottet

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