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Crack made in USA

Neste feriadão li Retrato de um viciado quando jovem, escrito por um agente literário norte-americano ex-usuário pesado de crack – se é que existe no mundo alguém que só “dê uns tapas” eventuais neste tipo de droga. Pelo que o cabra relata nesta autobiografia, parece que o crack tem uma realidade bem diferente nas terras do Tio Sam.

Pra começo de conversa, o ex-junkie gastou uma bolada de 70 mil dólares em pedras durante sua carreira vertiginosa. Só numa encomenda suicida ao traficante, foram mil dólares. Grana que, no Brasil, imagino que mataria uma penca de viciados.

O protagonista é um bacana, mora na Quinta Avenida, perde viagens internacionais, hospeda-se em hotéis de luxo, frequenta os points VIP de Manhattan, dá um Zé Migué em trocentas reuniões importantes de negócios. E o livro cita o 11 de setembro como uma data em que ele já estava pra lá de doidão.  Enquanto no Brasil, pelo que sei, em 2001 o crack ainda era droga de maloqueiro.

O texto direto e reto também retrata o submundo do crack nova iorquino, mas nem de perto lembra as imagens da polícia brasileira dando geral nas cracolândias de São Paulo e do Rio. Na carioca, aliás, inesquecível a cena recente dos viciados andando feito zumbis no meio de uma Avenida Brasil com o tráfego intenso.

Melhor ou pior? Tipo de comparação que, ao meu ver, não se faz. Concorda comigo?

Beijos,

Karin Villatore

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Arquivado em arte, Livro

Novos tempos

Em janeiro do ano que vem faço 20 anos de Jornalismo. Encontrei dias desses lá em casa, em meio a um monte de papelada, um documento assinado pelo Lobão, hoje colunista da Gazeta do Povo e naquela época um dos chefes da sucursal da Folha de Londrina, a cartinha registrando meu primeiro estágio. Tinha recém-feito 19 anos, estava cursando o terceiro ano de Jornalismo da PUC e queria mudar o mundo.

Aprendi a trabalhar com máquina de escrever, diagramador reclamando do fechamento atrasado, telex fazendo um barulho infernal na redação, todo mundo fumando o tempo todo, quase nenhuma fonte de pesquisa disponível além de um livro ou o jornal concorrente,  jornalistas boêmios e salários medonhos.

Quase tudo mudou. Se para melhor, realmente não sei.

Nestes 20 anos passei por jornais, emissoras de TV, revistas, comunicação interna e externa de empresas. Hoje tenho uma agência e sou professora universitária. Ainda tenho vontade de mudar o mundo, mas de um jeito diferente. Hoje eu me sinto responsável pelas pessoas que trabalham aqui na agência, pela formação dos meus alunos e pela consolidação e pelo zelo da imagens dos clientes da agência. Acredito que, por meio do meu trabalho, consigo criar algum impacto positivo neste grupo. O que já é bastante.
Quem sabe seja o jeito maduro de remodelar uma meta, né?

Karin Villatore

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Arquivado em Assessoria de Imprensa, Curitiba

Workaholic

Para que ainda não ouviu falar, workaholic é uma expressão em Inglês que designa uma pessoa viciada em trabalho. Não me considero um megaviciada, mas tenho meus ataques de abstinência. Este ano, resolvi tirar uma semaninha de férias apenas agora e o restante no final do ano, quando as atividades ficam mais tranquilas.

Apesar de ser apenas uma semana (três dias na verdade, pois vou emendar com um feriado) já fico pensando em como ficarão meus clientes, meus textos, minhas buscas, meus contatos, a  agenda, as atualizações, as reuniões, os follows, os convites etc. etc. etc….É tanta coisa para pensar que chego a acreditar que tenho que voltar logo para as coisas voltarem a funcionar.

Será que isso me transforma em uma workaholic? Claro que no dia-a-dia chego ao escritório, faço o que tenho que fazer e quando saio daqui me desligo. Fato não todo verdadeiro, uma vez que sempre penso nas atividades que farei no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte…

Acho que encontrei minha resposta!

Thalita Guimarães

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Arquivado em Curitiba, Notícia

Steve Jobs

Sou apaixonada por Steve Jobs, além de ser fascinada pelos produtos da Apple e as animações da Pixar. O cara é brilhante e deve ser pela facilidade com que dá vida para suas ideias que me deixa tão interessada por todas as ações de uma das pessoas mais interessantes deste século para mim. Para quem não sabe muito sobre como tudo começou, segue abaixo um vídeo (na verdade parte 1 parte 2) com um discurso inesperado deste brilhante homem.

Thalita Guimarães

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Arquivado em Vídeos