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Educação é tudo

A falta de educação das pessoas ainda me impressiona. Li ontem que quatro brasileiros foram algemados e presos pela polícia americana dentro de um Boeing 777-200, na pista do aeroporto de Miami, quando protagonizaram uma briga com socos e golpes dignos de uma luta de UFC dentro do voo 995, que fazia o trajeto Miami-São Paulo.

Tudo começou quando o avião decolou de Miami com destino a São Paulo e foi obrigado a retornar para socorrer uma passageira, também brasileira, que passava mal. Quando a aeronave estava no solo, entraram paramédicos, bombeiros e policiais para prestar atendimento à mulher e, nesse momento, dois jovens com idade entre 20 e 25 anos reclinaram seus assentos e acabaram acertando a cabeça da passageira que estava no banco de trás, deitada no colo do marido. O homem não gostou e se levantou para tirar satisfação. Começou, então, uma gritaria dentro do avião. Um terceiro rapaz, que estava sentado numa poltrona mais à frente, saiu correndo pelo corredor e deu um soco no rosto do homem que havia reclamado.

Enfim. O que me deixa extremamente indignada é que a pessoa acerta o rosto de outra que está passando mal e se acha no direito de brigar. Pior que isso, acaba envergonhando todos os brasileiros que certamente estavam no avião e que viram a cena desnecessária. Não sei o que se passou na cabeça destes cidadãos na hora, mas não é porque está voltando de um voo de Miami que se pode tudo. Aliás, hoje em dia qualquer um pode viajar para qualquer lugar. Tem promoções, passagens parceladas e albergues à disposição de todos os interessados.

A falta de educação me choca em qualquer lugar e em qualquer situação. Não importa se você tem dinheiro, se não tem, se acha que está certo ou se está de TPM. Você não tem direito de destratar quem quer que seja, independentemente da situação. Infelizmente, muitos ainda precisam aprender esta lição.

Thalita Guimarães

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Crack made in USA

Neste feriadão li Retrato de um viciado quando jovem, escrito por um agente literário norte-americano ex-usuário pesado de crack – se é que existe no mundo alguém que só “dê uns tapas” eventuais neste tipo de droga. Pelo que o cabra relata nesta autobiografia, parece que o crack tem uma realidade bem diferente nas terras do Tio Sam.

Pra começo de conversa, o ex-junkie gastou uma bolada de 70 mil dólares em pedras durante sua carreira vertiginosa. Só numa encomenda suicida ao traficante, foram mil dólares. Grana que, no Brasil, imagino que mataria uma penca de viciados.

O protagonista é um bacana, mora na Quinta Avenida, perde viagens internacionais, hospeda-se em hotéis de luxo, frequenta os points VIP de Manhattan, dá um Zé Migué em trocentas reuniões importantes de negócios. E o livro cita o 11 de setembro como uma data em que ele já estava pra lá de doidão.  Enquanto no Brasil, pelo que sei, em 2001 o crack ainda era droga de maloqueiro.

O texto direto e reto também retrata o submundo do crack nova iorquino, mas nem de perto lembra as imagens da polícia brasileira dando geral nas cracolândias de São Paulo e do Rio. Na carioca, aliás, inesquecível a cena recente dos viciados andando feito zumbis no meio de uma Avenida Brasil com o tráfego intenso.

Melhor ou pior? Tipo de comparação que, ao meu ver, não se faz. Concorda comigo?

Beijos,

Karin Villatore

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Salve Geral

Não sei se é impressão minha, mas esta onda de violência em São Paulo parece estar recebendo uma cobertura cheia de dedos da nossa imprensa. As notícias aparecem de um jeitão tão maquilado que até vale uma retrospectiva que ajude a tentar entender a história.

Em 2006, uma quebradeira acionada pelo salve geral do PCC (Primeiro Comando da Capital) deixou mais de 150 mortos (entre policiais, carcerários, presos e civis inocentes), mais de 80 ônibus incendiados, quase 20 agências de banco atacadas com tiros e bombas, rebeliões em 74 cadeias, demissão do secretário da Administração Penitenciária de SP.

O episódio virou lenda entre a bandidagem, ganhou filme do Sérgio Rezende e causou síndrome do pânico pós-traumática em um monte de paulistanos.  Em 2006, a imprensa brasileira e até internacional fez um bafafá danado no relato dos atentados e, já que não tinha informação oficial, cobria o que via.  Resultado: o governo de São Paulo ameaçou abrir processo contra vários veículos de comunicação por “práticas jornalísticas abusivas”. E neste ano foi apreendida no bairro de Paraisópolis, um desses lugares cantados nos raps do Racionais, uma carta com um novo salve geral dando a ordem de que dois PMs deveriam ser executados para cada integrante do PCC morto.

Como explicou o Estadão numa das poucas matérias mais elucidativas que encontrei sobre o assunto, “era uma das peças que faltavam para ajudar a compreender as causas da atual tensão vivida em São Paulo”.  Em 2006 os ataques aconteceram de uma vez só e agora são em doses homeopáticas. E, se não vem tudo de uma vez, difícil imaginar quando vai acabar. Mas, pelo que tenho conseguido acompanhar da estranha cobertura da imprensa, neste ano os ataques se centram mais na periferia. E os jornalistas, estão esperando contar toda essa história com detalhes e clareza quando? Salve geral, colegas.

Beijos,

Karin Villatore

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190

Não são somente os curitibanos que estão percebendo o aumento da violência na cidade. Este fato já vem sendo noticiado nacionalmente há muito tempo. Em pouco mais de dez anos, a violência explodiu na capital paranaense. A pesquisa Mapa da Violência 2012, divulgada pelo Instituto Sangari, que realiza esse levantamento desde 1998, mostrou que, em dez anos, Curitiba saltou da vigésima para a sexta posição no ranking das capitais com maiores índices de homicídios. Em 2000, a sexta posição era ocupada pelo Rio de Janeiro, mas graças a ações eficazes de combate à violência na nova pesquisa o Rio desceu para o 23.° lugar, já Curitiba…

Sabe aquela expressão “só rezando mesmo”. Uso ela todos os dias porque muitas vezes a proteção da polícia deixou, e muito, a desejar para mim. Um exemplo disso foi uma ligação que tentei fazer para o 190 na sexta-feira, que era Santa. Moro ao lado de um hospital e lá pela 01h da madrugada um grupo para em frente a este estabelecimento, aumenta o som, sai do carro para dançar e, não satisfeitos, ficam buzinando, tentando de alguma forma acompanhar o ritmo da música. Eu não estava dormindo e até não estava me incomodando tanto, mas e a falta de respeito com os doentes no hospital? O segurança saiu e tentou mostrar que ali era uma área que merecia silêncio, mas de nada adiantou.

Foi neste momento que resolvi ligar para o 190 e pedir ajuda com a situação. Veja, eu não estava sendo assaltada, roubada ou precisando de socorro imediato. Ainda bem. Porque se estivesse precisando, poderia estar morta. Isso porque na primeira tentativa fiquei exatos 15 minutos esperando alguém me atender quando simplesmente a ligação caiu. Mas não desisti. Na segunda tentativa fiquei mais 10 minutos e, para minha surpresa, caiu de novo. Na terceira, depois de mais 15 minutos, desisti. O hospital que tomasse uma providência.

Confesso que fiquei frustrada. Claro que a polícia tem coisa muito mais importante para defender, mas e se este fosse o meu caso? Talvez também se tivesse feito algo sobre o desentendimento por causa de barulho no bairro Água Verde um jovem não estaria morto e um culpado solto por aí. Mas assim caminha a humanidade. Infelizmente.

Thalita Guimarães

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Chuvas de verão

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Todo início de ano é a mesma coisa. Apesar de que nossas esperanças pelo ano que começa sejam muitas, algumas coisas infelizmente não mudam. E para quem diga que o Brasil não tem muitas tragédias naturais, está bem enganado, podemos não sofrer com terremotos, tufões, furacões e outros fenômenos como esses, mas ainda convivemos com as enchentes, desabamentos e secas que castigam muitas cidades.

Fazendo uma breve retrospectiva, apenas dos estragos causados pelo excesso de chuva, no ano passado aqui no Paraná, nosso litoral sofreu bastante com a temporada intensa de chuvas. No Rio de Janeiro, também registrou uma séria de desastres. Além disso, nos anos anteriores estados como Santa Catarina e Alagoas sofreram da mesma forma.

Então, chega 2012, e foi a vez de Minas Gerais passar por essa situação e, mais uma vez, o Rio de Janeiro decretou estado de alerta para alguns municípios. Na verdade, o que proponho aqui não é uma lista de tragédias e, sim, uma reflexão, pois passado um ano e nada foi feito. Os governos, sejam estaduais ou federal, só aparecem no momento da tragédia para dizer que vão fazer de tudo para ajudar os moradores desses locais, mas a realidade é outra. Muitas cidades ainda estão um caos e famílias moram em abrigo, pois as casas prometidas estão paradas na burocracia do sistema político.

O Brasil não consegue criar uma política para tentar, ao menos, amenizar a situação dessas famílias que realmente estão desoladas. Imagine a indignação delas quando ouviram o ministro Aloizio Mercadante dizer que não tem como impedir mortes durantes as chuvas de verão. No conforto das nossas casas é fácil culpar os moradores que constroem casas nos morros e, depois, queixam-se dos desabamentos.

O fato é que está faltando boa vontade e, mais uma vez, seriedade dos governantes, pois o dinheiro foi destinado – quer dizer, a verba até existia, mas ninguém sabe onde foi parar, pois com o festival do empurra e empurra a bronca vai ficar com aquele que não tem a quem culpar. O programa já foi até criado, mas de ações efetivas até agora não vimos nada.

Enquanto isso, parte da imprensa discute quem são os novos participantes do Big Brother Brasil, o sucesso do cantor Michel Teló e outras futilidades do dia a dia.

Luanda Fernandes

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Senado aprova em primeiro turno diploma obrigatório para jornalistas

Foi aprovada nesta quarta-feira (30/11), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Houve 65 votos a favor e sete contrários à proposta.

A obrigatoriedade do diploma de jornalista foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2009, quando a maioria dos ministros entendeu que limitar o exercício da profissão aos graduados em jornalismo estaria em desacordo com a liberdade de expressão prevista no texto constitucional. Se aprovada em segundo turno no Senado, a PEC 33/2009 seguirá para exame da Câmara dos Deputados. Sou super a favor do diploma.

Claro que existem exceções, pois existem muitos bons jornalistas por aí que não possuem diploma, mas, sim, anos de experiência que contam muito mais do que aulas. O problema é que exceções não podem ser regras. Precisamos de formação aliada à experiência. Torço para que a obrigatoriedade seja aprovada e que os futuros profissionais se esforcem cada vez mais para realizar um bom trabalho.

Thalita Guimarães

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Teoria da Conspiração

Em um mundo totalmente globalizado onde tudo e todos são informantes / informados, onde todos noticiam e podem ser noticiados, teorias da conspiração é que não faltam. A última veio do portal R7, ao citar o blog Brasil que Vai, que reproduziu documentos do site Wikileaks, dizendo que o jornalista William Waack, apresentador do Jornal da
Globo, seria informante do Governo dos Estados Unidos.

A Central Globo de Comunicação (CGCom) rapidamente se manifestou e alegou que esta informação é falsa. “A notícia é um completo absurdo”, disse a CGCom, em nota enviada ao Comunique-se. A emissora confirmou que o nome do jornalista é citado por três
vezes em documentos do governo norte-americano, mas disse que isso não faz de
Waack um informante. Além do nome do apresentador, são citados o diretor de
redação da revista Época, Helio Gurovitz, e os jornais Valor Econômico e O Globo, a respeito de reportagens sobre as eleições presidenciais de 2010.

De acordo com a emissora, Waack apenas participou de eventos promovidos pelo consulado norte-americano, ao lado de políticos e instituições brasileiras, como faria qualquer jornalista que cobrisse a editoria internacional, mas ressalta que os eventos não eram
sigilosos e que fazem parte da profissão. Muito pano para manga de quem adora uma boa teoria da conspiração.

Thalita Guimarães

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